
Já não há rostos para esconder as mãos
As casas ficam cada vez mais transparentes
Porque expõe o viver íntimo das lágrimas,
Das gargalhadas neuróticas,
Tudo, como um punhal de ardente beijo.
Sem pudor vasculha-se o fundo dos olhos
Que nada mostram porque a chave está atravessada
No meio da rua por onde todos passam.
Desenho: João
Poema: Regina