
Já não há rostos para esconder as mãos
As casas ficam cada vez mais transparentes
Porque expõe o viver íntimo das lágrimas,
Das gargalhadas neuróticas,
Tudo, como um punhal de ardente beijo.
Sem pudor vasculha-se o fundo dos olhos
Que nada mostram porque a chave está atravessada
No meio da rua por onde todos passam.
Desenho: João
Poema: Regina
2 comentários:
"As casas ficam cada vez mais transparentes", expostas ao absurdo dos dias...Um poema lindíssimo.
Um beijo.
Acabou a hibernação e não me dizias nada?!!
A chave do fundo dos olhos dos outros não se encontrará enquanto não se descobrir que é dentro de nós e não fora dos outros que devemos procurá-la.
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